Livros…
Setembro 26, 2006
Últimos livros lidos:
São Bernardo, Graciliano Ramos.
1984, George Orwell.
O Estrangeiro, Albert Camus.
Os Fundamentos da Aritmética, Gottlob Frege.
Hamlet, William Shakespeare.
Leituras atuais:
Categorias, Aristóteles.
O Processo, Franz Kafka.
Eleições 2006… II
Setembro 26, 2006
Odeio o PT POIS sou de Esquerda.
Presidente - Heloísa Helena (PSOL)
Governador - Edilson Silva (PSOL)
Senador – Nulo
Deputado Federal – A Decidir
Deputado Estadual – A Decidir
Eleições 2006…
Setembro 21, 2006
Fuga de Cérebros
Setembro 18, 2006
Posto duas reportagens acerca de um fenômeno conhecido como fuga de cérebros, ou seja, de profissionais qualificados, acadêmicos em sua maioria, que deixam seu país para trabalhar no exterior em função da falta de oportunidade de seu país, melhor perspectiva de carreira no exterior ou desvalorização de seu trabalho de sua pátria, típico de um país subdesenvolvido que não valoriza a educação, embora o fenômeno já esteja acontecendo em países europeus como a França.
Nas reportagens a seguir, se trata exclusivamente de como o fenômeno está acontecendo no Brasil, um dos países que mais padecem do fenômeno no mundo, infelizmente.
Pois muito bem, eis os documentos:
Entrevista com o físico Francisco Antônio Doria
Reportagem de O Globo: “Cérebros em Fuga”
Hamlet (Ato III, Cena I)
Setembro 17, 2006

William Shakespeare
Hamlet:
To be, or not to be: that is the question:
Whether ’tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take arms against a sea of troubles,And by opposing end them? To die: to sleep;
No more; and by a sleep to say we end
The heart-ache and the thousand natural shocks
That flesh is heir to, ’tis a consummation
Devoutly to be wish’d. To die, to sleep;
To sleep: perchance to dream: ay, there’s the rub;
For in that sleep of death what dreams may come
When we have shuffled off this mortal coil,
Must give us pause: there’s the respect
That makes calamity of so long life;
For who would bear the whips and scorns of time,
The oppressor’s wrong, the proud man’s contumely,
The pangs of despised love, the law’s delay,
The insolence of office and the spurns
That patient merit of the unworthy takes,
When he himself might his quietus make
With a bare bodkin? who would fardels bear,
To grunt and sweat under a weary life,
But that the dread of something after death,
The undiscover’d country from whose bourn
No traveller returns, puzzles the will
And makes us rather bear those ills we have
Than fly to others that we know not of?
Thus conscience does make cowards of us all;
And thus the native hue of resolution
Is sicklied o’er with the pale cast of thought,
And enterprises of great pith and moment
With this regard their currents turn awry,
And lose the name of action.
Contos Favoritos
Setembro 14, 2006
1 – O Aleph, Jorge Luis Borges.
2 – O Nariz, Nikolai Gogol.
3 – O Veredicto, Franz Kafka.
4 – O Coração Denunciador, E. A. Poe.
5 – O Imortal, Jorge Luis Borges.
6 - O Sinaleiro, Charles Dickens.
7 – O Sonho de um Homem Ridículo, F. Dostoiévski.
8 – A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Guimarães Rosa.
9 – Emma Zunz, Jorge Luis Borges.
10 – O Sonho, Ivan Turgueniev.
Leônidas I x Xerxes I na Batalha das Termópilas
Setembro 13, 2006

Em 480 a.C. o império persa, liderado por seu rei Xerxes I(519-465 a.C.), invadiu a Grécia. Defendendo o desfiladeiro das Termópilas, Leônidas I, rei e general espartano, estrincheirou-se com 7 mil homems para defender tal desfiladeiro da ofensiva de Xerxes, este com um exército estimado entre 250 mil a 300 mil homens. Cercando o exército de Leônidas e ciente de seu poderio, Xerxes enviou um mensageiro ao seu inimigo com os seguinte dizeres:
- Nossas flechas são tantas que obscurecem o Sol!
Ao que o rei espartano, confiante e irônico respondeu:
- Tanto melhor, combateremos à sombra!
Ao término da batalha, os persas, como era de se esperar, venceram. Não obstante, devido a incessante convicção e bravura do exército de Leônidas, milhares de persas foram mortos, o que culminaria na futura derrota dos Persas a 23 de Setembro de 480 a.C, quando os gregos derrotaram a frota persa na Ilha de Salamina.
Luís XVI e a Queda da Bastilha
Setembro 12, 2006

Luís XVI(1754-1793), rei francês da dinastia de Bourbon, foi o último monarca a governar antes da Revolução Francesa e acabaria sendo guilhotinado em 1793 após a ascensão da Convensão e a abolição da monarquia na França, em 1792.A queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, pelos opositores do Antigo Regime, foi um dos símbolos máximos das revoluções burguesas que assolaram o mundo a partir da segunda mentade do século XVIII e considerada pela historiografia tradicional o marco inicial da Revolução Francesa.Ao ser informado da queda da bastilha, Luís XVI perguntou ao Duque de Liancourt:
É uma revolta?
Ao que o duque respondeu: Não, Senhor, é uma revolução.

Até a próxima.
Prefácio de O Estrangeiro
Setembro 11, 2006

Posto o prefácio de O Estrangeiro(L’Etranger) escrito pelo autor do romance, Albert Camus, em 8 de Janeiro de 1955. Acabo de ler o livro e gostei bastante do prefácio de Camus, uma breve explanação acerca de sua obra.
Eu resumi O Estrangeiro há algum tempo atrás, com um comentário que admito que era extremamente paradoxal: “Em nossa sociedade, qualquer homem que não chore no funeral de sua mãe, corre o risco de ser sentenciado à morte”. Eu apenas quis dizer que o herói do meu livro é condenado porque não joga o jogo. Sob este aspecto, ele é estrangeiro para a sociedade em que vive; ele vaga na borda, nos subúrbios de uma vida privada, solitária e sensual.
Este é o motivo pelo qual alguns leitores ficaram tentados a olhar para ele como um pedaço de entulho social. Uma idéia muito mais precisa do personagem, ou pelo menos muito mais próxima das intenções do autor, emergirá se alguém apenas perguntar como Meursault não joga o jogo. A resposta é simples; ele se recusa a mentir. Mentir não é apenas dizer o que não é verdade. É também, e principalmente, dizer mais do que é verdade, e tanto quanto o coração humano é capaz, expressar mais do que se sente. Isto é o que nós todos fazemos, todos os dias, para simplificar a vida. Ele diz o que ele é, ele se recusa a esconder seus sentimentos, e imediatamente a sociedade se sente ameaçada. Pedem a ele, por exemplo, para dizer que se arrepende do seu crime, de maneira formal. Ele responde que o que sente é muito mais aborrecimento do que real arrependimento. E este sentido obscuro o condena.
Portanto, para mim Meursault não é um pedaço de entulho social, mas um homem pobre e nu, enamorado de um sol que não deixa sombras. Longe de estar destituído de todos os sentimentos, ele é animado por uma paixão que é profunda pois é obstinada, uma paixão pelo absoluto e pela verdade. Esta verdade ainda é uma negativa, a verdade sobre o que nós somos e o que nós sentimos, mas sem ela, nenhuma conquista sobre nós ou sobre o mundo será possível.
Ninguém estará muito enganado, portanto, ao ler O Estrangeiro como a história de um homem que, sem heroísmos, aceita morrer pela verdade. Também devo dizer, de novo paradoxalmente, que tentei descrever no meu personagem o único Cristo que merecemos. Será entendido, após minhas explicações, que eu disse isso sem nehuma intenção blasfema, e apenas com a afeição um pouco irônica que um artista tem o direito de sentir pelos personagens que cria.
Aproveito e posto o primeiro parágrafo, uma das malhores passagens do livro, genial:
Hoje, mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: “Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames.” Isso não esclarece nada. Talvez tenha sido ontem.
Livros recentemente Adquiridos
Setembro 11, 2006

Hamlet de William Shakespeare.

The Rime of the Ancient Mariner, Kubla Kahn de Samuel Taylor Coleridge.

Poesia completa de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa.

O Processo, Franz Kafka.
Tradução de Modesto Carone

História da Filosofia: do Humanismo a Kant, vol II. Giovanni Reale e Dario Antiseri.