W.B. Yeats

Outubro 30, 2006

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William Buttler Yeats nasceu em Dublin, Irlanda, a 13 de Junho de 1865, filho do pintor John Buttler Yeats e de Mary Pollexfen. Considerado por muitos, destacando-se T.S. Eliot, o maior poeta do Século XX, W.B. Yeats é, atualmente, meu poeta favorito, por motivos que ainda ei de conhecer. Por conta disso hoje, 29/10/2006, comprei sua obre poética completa, publicada pela wordsworth, e já estou me deliciando com sua poesia.

Posto três curtos poemas de Yeats que considero essenciais para a compreensão de sua obra:

The Second Coming
Turning and turning in the widening gyre
The falcon cannot hear the falconer;
Things fall apart; the centre cannot hold;
Mere anarchy is loosed upon the world,
The blood-dimmed tide is loosed, and everywhere
The ceremony of innocence is drowned;
The best lack all convictions, while the worst
Are full of passionate intensity.

Surely some revelation is at hand;
Surely the Second Coming is at hand.
The Second Coming!  Hardly are those words out
When a vast image out of Spiritus Mundi
Troubles my sight: somewhere in sands of the desert
A shape with lion body and the head of a man,
A gaze blank and pitiless as the sun,
Is moving its slow thighs, while all around it
Reel shadows of the indignant desert birds.
The darkness drops again; but now I know
That twenty centuries of stony sleep
Were vexed to nightmare by a rocking cradle,
And what rough beast, its hour come round at last,
Slouches towards Bethlehem to be born?

An Irish Airman Foresees His Death
I know that I shall meet my fate
Somewhere among the clouds above:
Those that I fight I do not hate,
Those that I guard I do not love:
My country is Kiltartan Cross,
My countrymen Kiltartan’s poor,
No likely end could bring them loss
Or leave them happier than before.
Nor law, nor duty bade me fight,
Nor public men, nor cheering crowds,
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.

Sailing to Byzantiun
That is no country for old men. The young
In one another’s arms, birds in the trees
- Those dying generations – at their song,
The salmon-falls, the mackerel-crowded seas,
Fish, flesh, or fowl, commend all summer long
Whatever is begotten, born, and dies.
Caught in that sensual music all neglect
Monuments of unageing intellect.

An aged man is but a paltry thing,
A tattered coat upon a stick, unless
Soul clap its hands and sing, and louder sing
For every tatter in its mortal dress,
Nor is there singing school but studying
Monuments of its own magnificence;
And therefore I have sailed the seas and come
To the holy city of Byzantium.

O sages standing in God’s holy fire
As in the gold mosaic of a wall,
Come from the holy fire, perne in a gyre,
And be the singing-masters of my soul.
Consume my heart away; sick with desire
And fastened to a dying animal
It knows not what it is; and gather me
Into the artifice of eternity.

Once out of nature I shall never take
My bodily form from any natural thing,
But such a form as Grecian goldsmiths make
Of hammered gold and gold enamelling
To keep a drowsy Emperor awake;
Or set upon a golden bough to sing
To lords and ladies of Byzantium
Of what is past, or passing, or to come.

“Da briga do homem com os outros surge a retórica; da briga do homem consigo mesmo surge a poesia.” W.B. Yeats (tradução de Paulo Vizioli)

The Velvet Underground

Outubro 20, 2006

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Ultimamente tenho ouvido bastante o The Velvet Underground, especialmente os álbuns The Velvet Underground & Nico (gravado em 1966 mas lançado em 1967) e White Light/White Head (gravado no final de 1967 e lançado no início de 1968). Ainda não me decidi qual dois dois mais me agrada, embora os considere álbuns substancialmente diferentes. De fato, o White Light/White Head é um avanço no experimentalismo do grupo, podendo-se constatar isso facialmente em músicas como Sister Ray e I Hear Her Call My Name.

Top 10 de minhas músicas favoritas do conjunto estadounidense apadrinhado por Andy Warhol:

1 – Heroin
2 – Sister Ray
3 -  Lady Godiva’s Operation
4 - I Heard Her Call My Name
5 – The Black Angel’s Death Song
6 – Sunday Morning
7 – Venus in Furs
8 – I’ll Be Your Mirror
9 – All Tomorrow’s Part
10 - Femme Fatale

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Trecho de O que tio Sam Realmente Quer, publicado em 1992 pelo intelectual estadounidense Noam Chomsky.

O governo Kennedy preparou o caminho para o golpe militar no Brasil em 1964, ajudando a derrubar a democracia brasileira, que se estava tornando independente demais. Enquanto os Estados Unidos davam entusiasmado apoio ao golpe, os chefes militares instituíam um estado de segurança nacional de estilo neonazista, com repressão, tortura, etc. Isso provocou uma explosão de acontecimentos semelhantes na Argentina, no Chile e em todo o hemisfério, desde os meados de 1960 até 1980 – um período extremamente sangrento.

(Eu penso, falando do ponto de vista legal, que há um motivo bem sólido para acusar todos os presidentes norte-americanos desde a Segunda Guerra Mundial. Eles todos têm sido verdadeiros criminosos de guerra ou estiveram envolvidos em crimes de guerra.)

Os militares agem de maneira típica para criar um desastre econômico, seguindo freqüentemente receita de conselheiros norte-americanos, e depois decidem entregar os problemas para os civis administrarem. Um controle militar aberto não é mais necessário, pois já existem novas técnicas disponíveis, por exemplo, o controle exercido pelo Fundo Monetário Internacional (o qual, assim como o Banco Mundial, empresta fundos às nações do Terceiro Mundo, a maior parte fornecida em larga escala pelas potências industriais).

Em retribuição aos seus empréstimos, o FMI impõe a “liberalização”: uma economia aberta à penetração e ao controle estrangeiros, além de profundos cortes nos serviços públicos em geral para a maior parte da população, etc. Essas medidas colocam o poder decididamente nas mãos das classes dominantes e de investidores estrangeiros (“estabilidade”), além de reforçar as duas clássicas camadas sociais do Terceiro Mundo – a dos super-ricos (mais a classe dos profissionais bem sucedidos que a serve) e a da enorme massa de miseráveis e sofredores.

A dívida e o caos econômico deixados pelos militares garantem, de forma geral, que as regras do FMI serão obedecidas – a menos que as forças populares queiram entrar na arena política. Neste caso, os militares talvez tenham de reinstalar a “estabilidade”.
Tradução de Sistílio Testa e Mariuchka Santarrita

My Political View

Outubro 17, 2006

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Noam Chomsky
O que o tio Sam Realmente Quer.

Tradução de Sistílio Testa e Mariuchka Santarrita
Editora UNB


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Aristóteles
Tradução, introdução e notas de Ricardo Santos
Porto Editora