Clube Náutico Capibarie: A Elite volta à Elite
Novembro 22, 2006

O glorioso alvirrubro da Conselheiro Rosa e Silva voltou, neste último Sábado, para seu lugar de origem no Campeonato Brasileiro de Futebol: a PRIMEIRA DIVISÃO. Após o fatídico jogo no dia 26\11\2005, o Clube Náutico Capibaribe reafirma sua grandeza no futebol nacional dando a volta por cima e assomabrando todo o país com uma ascenção tão rápida. Com a vitória por 2 x 0 contra o Ituano, o Alvirrubro Pernambucano está matematicamente classificado para a Primeira Divisão, mesmo com uma rodada de antecedência.
“AQUI ONDE EU CHOREI QUALQUER UM CHORAVA, DAR A VOLTA QUE EU DEI QUERO VER QUEM DAVA.”
A Respeito do ‘Consenso de Washington’: Apresentação (I)
Novembro 17, 2006

Em fins da década de 80, denominada no Brasil de “década perdida” em função do pífio crescimento da economia nacional e de toda América Latina, vivia-se o auge da euforia neoliberal com o fim da Guerra Fria causada pelo colapso do chamado “socialismo real” no leste europeu, tendo a queda do muro de berlim como ato simbólico, em 1989.
Dentro deste cenário, em Novembro de 1989 houve uma reunião no International Institute for Economy com a presença de funcionários do governo estadouniense, órgãos internacionais e economistas latino-americanos com o intuito de discutir um conjunto de reformas essenciais para a retomada do crescimento na América Latina. As conclusões desta reunião ficou conhecida como Consenso de Washington, termo cunhado pelo economista inglês John Williamson.
Podem ser assim resumidas as diretrizes consensuais entre os participantes da reunião¹:
Disciplina fiscal. Altos e contínuos déficits fiscais contribuem para a inflação e fugas de capital.
Reforma tributária. A base de arrecadação tributária deve ser ampla e as MARGINAL TAX RATES moderadas.
Taxas de juros. Os mercados financeiros domésticos devem determinar as taxas de juros de um país. Taxas de juros
reais e positivas desfavorecem fugas de capitais e aumentam a poupança local.
Taxas de câmbio. Países em desenvolvimento devem adotar uma taxa de câmbio competitiva que favoreça as
exportações tornando-as mais baratas no exterior.
Abertura comercial. As tarifas devem ser minimizadas e não devem incidir sobre bens intermediários utilizados como
insumos para as exportações.
Investimento direto estrangeiro. Investimentos estrangeiros podem introduzir o capital e as tecnologias que faltam no
país, devendo, portanto ser incentivados.
Privatização. As indústrias privadas operam com mais eficiência porque os executivos possuem um “interesse pessoal
direto nos ganhos de uma empresa ou respondem àqueles que tem.” As estatais devem ser privatizadas.
Desregulação. A regulação excessiva pode promover a corrupção e a discriminação contra empresas menores com
pouco acesso aos maiores escalões da burocracia. Os governos precisam desregular a economia.
Direito de propriedade. Os direitos de propriedade devem ser aplicados. Sistemas judiciários pobres e leis fracas
reduzem os incentivos para poupar e acumular riqueza.
Claramente de cunho neoliberal, o Consenso de Washington passou a ser utilizada em toda a América Latina como a receita para o desenvolvimento da nação de modo integral, sem contestações. Este está centrado doutrinamente desregulamentação dos mercados, abertura comercial e financeira e a diminuição do tamanho e papel do Estado, o chamado “estado mínimo“.
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¹ Fonte: “What Whashington Means by Policy Reform” in John Williamson , ed., Latin American Adjustment: How Much Has
Happened? (Washington: Institute for International Economics, 1990).
Novas aquisições
Novembro 14, 2006

A Sociedade do Espetáculo
Guy Debord

O Deserto dos Tártaros
Dino Buzzatti
The Collected Poems Of W.B. Yeats
W.B. Yeats
Saddam Hussein é condenado à morte
Novembro 5, 2006
Saddam Hussein é condenado à morte por tribunal em Bagdá
O ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi condenado à morte por enforcamento por um tribunal em Bagdá por crimes contra a humanidade.
Saddam e outros sete réus estavam em julgamento pelo assassinato de 148 moradores do vilarejo de Dujail, de maioria xiita.
Barzan Ibrahim al-Tikriti, meio-irmão de Saddam, e um ex-juiz que serviu durante o regime, Awad Hamed al-Bander, também foram condenados à morte.
O ex-vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, foi condenado à prisão perpétua e três outros integrantes do partido Baath foram condenados a 15 anos de prisão.Um outro integrante do partido, Mohammed Azawi Ali, foi absolvido por falta de provas.
Quando foi chamado para entrar na sala do tribunal, Saddam vestia um terno escuro e uma camisa branca e carregava uma cópia do Alcorão.
O juiz Rauf Abdel Rahman mandou que Saddam se levantasse para ouvir o veredicto, mas o ex-presidente iraquiano se recusou e teve de ser levantado por funcionários do tribunal.
Quando o juiz começou a ler a sentença, Saddam gritou “Deus é grande!”, “Viva o Iraque! Viva o povo iraquiano!” e “Abaixo os traidores!”.
Fonte: BBC Brasil
QUE ARDA NO PIOR DOS INFERNOS, SANGUINÁRIO DITADOR!
Apenas um adendo: creio que claro está que ao condenar as ações perpetradas pelo ignominioso ditador também não apoio a invasão imperialista proporcionada pelo tio sam no oriente médio, muito pelo contrário, QUE O IMPÉRIO TAMBÉM ARDA NO PIOR DOS INFERNOS AO LADO DE SEU EX-LACAIO!
A Revolução em Oaxaca
Novembro 3, 2006

A revolução está acontecendo, pessoal, agora.
Um resumo para que compreendemos o que ocorrendo:
Entenda o que está acontecendo em Oaxaca
O Estado de Oaxaca, México, vive dias de insurreição pacífica e organização popular. Em contrapartida, também é o cenário de um estado de violência e repressão política, que já resultou em muitos feridos e mortos.
O início deste processo data de 22 de maio, durante manifestações de professores que exigiam aumentos salariais, entre elas uma marcha de 70 mil pessoas. Em resposta à reivindicação da categoria, o governador Ulises Ruiz adotou a tática da repressão contra os professores, causando imensa indignação no povo de Oaxaca. Camponeses e indígenas aderiram aos protestos e formaram a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), exigindo a destituição de Ulises.
E não parou por aí, a APPO reivindica que Oaxaca seja gerida pelo próprio povo, através de assembléias populares. A repressão só aumenta a cada dia, tendo assassinado muitas pessoas, entre elas Brad Will, jornalista do Centro de Mídia Independente (CMI). O presidente mexicano Vicente Fox e o governador Ulises Ruiz estão dispostos a acabar com o movimento popular de Oaxaca com mais violência, enviando soldados para o Estado.
Entrevista com Miguel Linares, professor e integrante da APPO | Noam Chomsky e outros intelectuais e artistas em apoio a Oaxaca
FONTE: http://www.midiaindependente.org/