Retrato do Brasil

Março 29, 2007


indigência

s. f.,

miséria extrema;
penúria;
carência;
grande pobreza;
os indigentes.

O Brasil possui em torno de 50 milhões de indigentes, ou seja, de cada quatro brasileiros, um vive na indigência.

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Encenação

Escrita no fim dos anos 40 e publicada tão somente em 1952, primeiramente em francês e posteriormente em inglês (o autor costumava escrever suas peças nas duas línguas, seja primeiramente no francês e posteriormente no inglês, como o contrário) , Waiting for Godot é uma tragicomédia em dois atos escrita pelo dramaturgo irlandês Samuel Beckett.

Eis um fragmento, presente no Ato II:

VLADIMIR:
Was I sleeping, while the others suffered? Am I sleeping now? Tomorrow, when I wake, or think I do, what shall I say of today? That with Estragon my friend, at this place, until the fall of night, I waited for Godot? That Pozzo passed, with his carrier, and that he spoke to us? Probably. But in all that what truth will there be?
(Estragon, having struggled with his boots in vain, is dozing off again. Vladimir looks at him.) He’ll know nothing. He’ll tell me about the blows he received and I’ll give him a carrot. (Pause.) Astride of a grave and a difficult birth. Down in the hole, lingeringly, the grave digger puts on the forceps. We have time to grow old. The air is full of our cries. (He listens.) But habit is a great deadener. (He looks again at Estragon.) At me too someone is looking, of me too someone is saying, He is sleeping, he knows nothing, let him sleep on. (Pause.) I can’t go on! (Pause.) What have I said?

He goes feverishly to and fro, halts finally at extreme left, broods. Enter Boy right. He halts. Silence.

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Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar rastejanado para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O urubu espera a morte desta para então poder devorá-la.

Carter disse que esperou em torno de vinte minutos para que o urubu fosse embora, mas isto não aconteceu. Então rapidamente tirou a foto e fez o urubu fugir dali, açoitando-o. Em seguida, saiu dali o mais rápido possível.

O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu na cena.”, teria dito.

Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.
O paradeiro da criança é desconhecido.

Eu estou depressivo… sem telefone… dinheiro para o aluguel… dinheiro para o sustento de criança… dinheiro para dívidas… dinheiro!!!… Eu estou sendo perseguido pela viva memória de matanças, cadáveres, cólera e dor… pela criança faminta ou ferida… peloss homens loucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policial, assassinos…
Trecho de sua carta de suicídio

Referências:
http://www.hbo.com/docs/programs/kevincarter/index.html
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,981431,00.html


David Hilbert

A Universidade de Göttingen foi no Século XIX até o início do Século XX o principal centro matemático do mundo, tendo contando com nomes do tamanho de David Hilbert, Carl Friedrich Gauss e Bernhard Riemann. Em 1933, com a ascenção de Hitler ao poder, os nazistas promoveram um verdadeiro expurgo na universidade, afastando muito dos proeminentes membros da universidade, como Max Born e John Von Neumann, em o que posteriormente os nazistas chamariam de “Grande Purgação”. Por muito dos acadêmicos da universidade seram Judeus ou casados com Judias, os nazistas praticamente acabaram com a universidade, pondo fim ao legado de grandes matemáticos que surgiram em Göttingen desde Gauss.

Em 1934, Hilbert, único grande matemático a ainda permanecer na universidade, estava presente num banquete e sentou próximo ao o então ministro da educação, Bernhard Rus, que fez a seguinte pergunta ao eminente matemático:

- É mesmo verdade, Professor, que o seu instituto sofreu muito com a partida dos Judeus e dos seus amigos?

Ao que Hilbert respondeu:

- Sofreu ? Não, Herr Minister, não sofreu. Ele simplesmente deixou de existir.