O Cinema
Janeiro 27, 2008
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O Cinema
Paulo Hecker Filho
Eu vivi profundamente
o cinema americano,
o italiano, o francês,
um pouco menos o inglês,
já o iraniano e o chinês …
Metade da minha vida,
ou pelo menos um quarto,
eu não só vi, fui ao cinema,
muito mais do que eu já era,
a clamar de tanto ser.
Ser Scola e ser De Sica,
Billy Wilder e Kazan,
George Scott, Frederic March,
Magnani, Edwige Feullière …
Me faziam existir,
revelavam plena a vida
que eu com eles aprendia
que podia conceber.
Truffaut, Fellini, William Wyler,
Kurosawa, David Lean,
Jeane Moreau, a Binoche,
Raimu, Brando, James Dean …
Eu, eu vivi profundamente essa gente toda!
Lula e FHC
Janeiro 22, 2008
Lula e FHC
Por Henrique Júdice Magalhães
Lula nada fez em benefício dos trabalhadores. FHC fez tudo que pode contra eles.
Lula não fez a reforma agrária. FHC reprimiu os que lutavam por ela.
Lula mantém uma política econômica que aumenta o desemprego, comprime a renda do trabalho e engorda rentistas e exportadores de produtos primários. FHC foi o mentor desta política.
Lula é omisso na defesa dos interesses do país e do povo. FHC nunca faltou à defesa dos interesses do imperialismo e da classe dominante.
Lula *aparelhou órgãos do Estado. FHC destruiu-os.
Lula tem medo da grande imprensa. FHC é praticamente uma criação dela.
Lula demitiu Carlos Lessa. FHC nomeou o gângster Mendonça de Barros presidente do BNDES.
Lula tem para os extratos miseráveis uma política que consiste em dar-lhes esmolas humilhantes. FHC preferia matá-los de fome.
Lula enviou tropas ao Haiti. FHC queria entregar Alcântara aos americanos.
Lula frustrou as expectativas das massas que o elegeram. FHC atendeu todas as da elite que o cevou.
Lula é um péssimo presidente, patético na perspectiva do cotidiano e trágico na da história. FHC não foi presidente; foi um governador-geral, um sátrapa, um procônsul do sistema imperialista da Trilateral.
Lula representa para a esquerda o fundo do poço. FHC representa para a direita sua época de ouro.
Lula é um idiota. FHC, um gênio do mal.
FHC escreveu a página mais negra de nossa história. Lula é incapaz de virá-la.
*Observação posterior do autor: A palavra “aparelhou” foi usada, ali, num contexto diferente daquele que qualquer um entenderia hoje diante do que a mídia fez principalmente de 2005 para cá. O que eu tinha em mente ao escrever isso não era o trato do governo com as instituições do Estado no sentido de usá-las em prol do partido (coisa que de fato não ocorre a meu ver e é pura paranóia da direita), mas sim algo mais rasteiro, a criação de alguns cabides de emprego para cooptação de militantes do PT pelas estruturas do Estado através de cargos em comissão e benesses diversas.
Apesar de discordar em dois ou três pontos, concordo enfaticamente com relação à essência do texto.
Twenty Four Hours
Janeiro 20, 2008

Twenty Four Hours
Música: Joy Division
Letra: Ian Curtis
So this is permanence, loves shattered pride.
What once was innocence, turned on its side.
A cloud hangs over me, marks every move,
Deep in the memory, of what once was love.
Oh how I realised how I wanted time,
Put into perspective, tried so hard to find,
Just for one moment, thought Id found my way.
Destiny unfolded, I watched it slip away.
Excessive flashpoints, beyond all reach,
Solitary demands for all Id like to keep.
Lets take a ride out, see what we can find,
A valueless collection of hopes and past desires.
I never realised the lengths Id have to go,
All the darkest corners of a sense I didnt know.
Just for one moment, I heard somebody call,
Looked beyond the day in hand, theres nothing there at all.
Now that Ive realised how its all gone wrong,
Gottas find some therapy, this treatment takes too long.
Deep in the heart of where sympathy held sway,
Gotta find my destiny, before it gets too late.
“I’d been warned on a train to London two weeks earlier by Annik [Honoré, Curtis' lover]. I asked her, ‘What do you think of the new album.’ She goes, ‘I’m terrified.’ I said, ‘What are you terrified of?’ She replies, ‘Don’t you understand? He means it.’ And I go, ‘No, he doesn’t mean it; it’s art.’ And guess what, he fucking meant it.”
Tony Wilson, manager da banda, sobre o suicídio de Ian Curtis.
Até mais.
