Em tempos de total descrédito da atividade e ação política em nosso país, onde a apatia impera na população brasileira sem qualquer sinal de mudança em um futuro remoto, com a maioria da população não demonstrando quaisquer interesse pela política, creio ser fundamental reforçarmos a importância que a política possui nas nossas vidas e na obrigação de nós, homens, como “animais políticos” (nas palavras de Aristóteles), nos envolvermos e refletirmos sobre ela. Assim, posto uma frase de Péricles que segue neste sentido:

Não dizemos que um homem que não revela interesse pela política é um homem que não interfere na vida dos outros; dizemos que não interfere na vida.

(Oração fúnebre de Péricles, in Tucídides, História da Guerra do Peloponeso)

Heidegger e a Técnica

Maio 27, 2009

Estudei bastante, no presente mês, uma conferência do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) intitulada “A Questão da Técnica”. Apesar de achar o texto um pouco obscuro (talvez devido à tradução), o considero um texto com um brilhantismo filosófico ímpar. Tratando da distinção entra a técnica tradicional e a técnica moderna, Heidegger faz uma invstigação de qual impacto a técnica moderna tem em nossa condição humana. Longe de defender uma visão anti-cientificista, infelizmente hoje muito comum nos corredores da academia, o filósofo alemão nos traz uma nova visão sobre a técnica moderna, classificando de ilusória a visão de considerá-la neutra tal como comumente defendida.

Neste meio tempo, tive contato com um pequeno artigo de autoria de Franklin Leopoldo e Silva, professor titular da Universidade de São Paulo, intitulado “Martin Heidegger a Técnica”. Creio tratar-se de um texto onde há uma boa exposição, de maneira clara e suscinta, do que Heidegger pretende com seu texto. Caso haja interesse, o artigo do Prof. Franklin Leopoldo pode ser lido gratuitamente aqui.

Até a próxima.