Ontem tive a oportunidade ver pela primeira vez A Chinesa (La Chinoise, FRA/1967) do cineasta francês Jean-Luc Godard, a meu ver uma das principais figuras do cinema moderno. Neste espaço farei algunas alguns comentários avulsos sobre o referido filme.

A geniliadade godardiana na criação do filme impressiona primeiramente pelo fato de aqui o sujeito conseguir antever e profetizar praticamente todo o maio de 68 francês: as inconsistências e contradições da esquerda  revolucionária, a união entre estudades e o operariado na condução das revoltas, a ocupação de universidades, a greve geral, a ineficácia operativa do movimento estudantil na condução da revolução, a repressão do governo gaullista e a posterior desilusão política dos estudantes. Ista acaba por nos demonstrar a perspicácia de Godard na compreensão dos acontecimentos de seu próprio tempo, qualidade restrita somente aos grandes cineastas.

O aspecto formal do filme, com Godard utilizando-se de uma narrativa não-linear, travellings desordenados e uma montagem baseada em jumping cuts, dá ao filme um ar frenético, típico de outros de suas grandes obras.

Também devemos observa o uso incessante da cor vermelha na fotografia do filme, numa clara referência ao Livro Vermelho de Mao Tse-Tung que é mostrado repetidaas vezes ao longo do filme (tal como podemos ver no cartaz acima) sendo suas passagens citadas na mesma proporção.

Por fim, a condução da obra para que esta esteja em estreito diálogo com seus espectadores demonstra a intenção godardiana de impactá-los politicamente através de seu filme, de modo que a apreciação não seja feita passivamente, assim como para que os especatores saiam da “sala de cinema” de alguma maneira diferentes de como nela entraram. O objetivo  último é que o especatador modifique o filme e também seja de alguma menria também modificado por ele, tal como deve ocorrer em todo cinema político que tem em Godard um de seus grandes nomes.

Post-Scriptum: antes qeu alguém tente condenar o filme devido ao seu cunho polítco relembro o óbvio: uma obra de arte deve ser julgada tão somente por sua qualidade estética intrínseca, não por seu cunho político e/ou ideológico que por ventura venhamos a discordar.

Antonioni por Scorsese

Fevereiro 13, 2008

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Espetacular texto de Scorsese sobre suas impressões a respeito do cinema de Antonioni publicado pelo The New York Times no dia 128\2007, pouco tempo após o falecimento deste último. Segue a tradução do texto, de tradutor desconhecido.

Antonioni: o homem que libertou o cinema
Por Martin Scorsese

O ano de 1961 foi há muito tempo. Quase 50 anos atrás. Mas a sensação de assistir ao filme “A Aventura” (“L’Avventura”, Itália/França, 1960) pela primeira vez ainda está comigo, como se tivesse sido ontem.
Onde foi que o assisti? No Art Theater na Eighth Street? Ou foi no Beekman? Não me lembro, mas recordo-me da energia que correu pelo meu corpo na primeira vez que ouvi o tema musical de abertura – sinistro, staccato, tirado de cordas, tão simples, tão austero, como as trompas que anunciam o próximo tercio durante uma tourada. E, a seguir, o filme. Um cruzeiro no Mediterrâneo, sol brilhante, em imagens em preto e branco diferentes de tudo o que eu já havia visto – compostas com tanta precisão, acentuando e expressando o que? Um tipo muito estranho de desconforto. Os personagens eram ricos, bonitos de certa forma, mas, poder-se-ia dizer, espiritualmente feios. Quem eram eles para mim? O que eu seria para eles?
Eles chegam a uma ilha. Separam-se, espalham-se, tomam sol, discutem. E, de repente, a mulher interpretada por Lea Massari, que parece ser a heroína, desaparece. Das vidas dos outros personagens, e do próprio filme. Um outro grande diretor fez quase exatamente a mesma coisa por volta da mesma época, em um tipo bem diferente de filme. Mas enquanto Hitchcock mostrou à platéia o que aconteceu a Janet Leigh em em “Psicose” (“Psycho”, EUA, 1960), Michelangelo Antonioni jamais explicou o que aconteceu com a Anna interpretada por Massari. Ela afogou-se? Despencou do penhasco? Escapou dos amigos e começou uma vida nova? Jamais descobrimos.
Em vez disso, a atenção do filme volta-se para a amiga de Anna, Claudia, interpretada por Monica Vitti, e o seu namorado Sandro, cujo papel é interpretado por Gabriele Ferzetti. Eles começam a procurar por Anna, e o filme parece ser uma espécie de história de detetive. Mas logo a nossa atenção é deslocada da mecânica da busca pela câmera e a maneira como esta se movimenta. Nunca se sabe onde ela estará, ou o que seguirá. Da mesma forma as atenções dos personagens mudam de foco: para a luz, o calor, a sensação de lugar. E, a seguir, passam a concentrar-se uns nos outros.
Assim, o filme transforma-se em uma história de amor. Mas isso também se dissolve. Antonioni nos torna conscientes de algo muito estranho e desconfortável, algo que nunca tinha sido visto no cinema. Os seus personagens fluem pela vida, de impulso a impulso, e tudo acaba se revelando um pretexto: a busca foi um pretexto para estarem juntos, e estar juntos foi um outro tipo de pretexto, algo que moldou as suas vidas e conferiu a estas uma espécie de sentido.
Quando mais vejo “A Aventura” – e voltei a assistir ao filme diversas vezes -, mais percebo que a linguagem visual de Antonioni nos mantinha focados no ritmo do mundo: os ritmos visuais de luz e sombra, de formas arquitetônicas, de pessoas posicionadas como figuras em um cenário que sempre parecia assustadoramente vasto. E havia também o tempo do filme, que parecia estar em sincronia com o ritmo temporal, movendo-se vagarosamente, inexoravelmente, permitindo aquilo que depois percebi serem as limitações emocionais dos personagens – a frustração de Sandro, a auto-depreciação de Claudia -, calmamente tomando conta deles e empurrando-os para uma outra “aventura”, e depois para uma outra, e uma outra. Assim como o tema da abertura, que mantinha-se oscilando entre o clímax e a dissipação. Clímax e dissipação. Interminavelmente.
Enquanto todos os outros filmes que eu havia assistido progrediam para um clima de tensão, “A Aventura” rumava para a calma. Os personagens não tinham nem o desejo nem a capacidade para expressar uma autoconsciência real. Eles só contavam com aquilo que parecia ser uma autoconsciência, encobrindo uma veleidade e uma letargia que eram ao mesmo tempo infantis e muito reais. E na cena final, tão desolada, tão eloqüente, uma das passagens mais marcantes do cinema, Antonioni percebeu algo de extraordinário: a dor de simplesmente estar vivo. E o mistério.
“A Aventura” me aplicou um dos choques mais profundos que já experimentei no cinema, maior do que em “Acossado” (“À Bout de Souffle”, França, 1960) ou “Hiroshima, Meu Amor” (“Hiroshima, Mon Amour”, França/Japão, 1959) (feito por dois outros mestres modernos, Jean-Luc Godard e Alain Resnais, ambos ainda vivos e trabalhando). Ou “A Doce Vida” (“La Dolce Vita”, Itália/França, 1960). À época havia dois campos. O das pessoas fascinadas pelo filme de Fellini e o das encantadas por “A Aventura”. Eu sabia que estava decididamente do lado de Antonioni, mas se à época alguém me perguntasse, não sei se seria capaz de explicar por quê. Eu adorava os filmes de Fellini e admirava “A Doce Vida”, mas fui desafiado por “A Aventura”. O filme de Fellini me tocou e me entreteve, mas o de Antonioni mudou a minha percepção sobre o cinema e o mundo à minha volta, tornando ambos ilimitados (demorou dois anos para que eu voltasse a me envolver com a obra de Fellini, e experimentasse o mesmo tipo de epifania com “Oito e Meio”/”Otto e Mezzo”, Itália, 1963).
As pessoas com as quais Antonioni estava lidando, bastante similares àquelas dos romances de F. Scott Fitzgerald (cuja obra, segundo descobri mais tarde, Antonioni apreciava bastante), eram as mais estranhas possíveis no que dizia respeito à minha vida. Mas no final isso pareceu não ter importância. Fiquei hipnotizado por “A Aventura” e pelos filmes subsequentes de Antonioni, e foi o fato de eles não se resolverem em qualquer sentido convencional que me fez voltar tantas vezes a assisti-los. Eles apresentavam mistérios – ou, melhor dizendo, o mistério, a respeito de quem somos, o que somos, uns para os outros, para nós mesmos, para a nossa época. Seria possível dizer que Antonioni estava fitando diretamente os mistérios da alma. Foi por isso que sempre retornei à sua obra. Eu queria continuar experimentando essas imagens, vagando por elas. E ainda o faço.
Antonioni parecia abrir novas possibilidades a cada filme. Os últimos sete minutos de “O Eclipse” (“L’Eclisse”, França/Itália, 1962), o terceiro filme de uma trilogia informal que teve início com “A Aventura” (o segundo filme foi “A Noite”/”La Notte”, Itália/França, 1961), foram ainda mais assustadores e eloqüentes do que o filme anterior. Alain Delon e Vitti marcam um encontro, e nenhum dos dois comparece. Começamos a ver coisas – as linhas de uma faixa de cruzamento de pedestres, um pedaço de madeira flutuando em um barril -, e passamos a perceber que estamos vendo os locais nos quais os personagens estiveram, vazios das suas presenças. Gradualmente Antonioni nos coloca face a face com o tempo e o espaço, nada mais, nada menos. E eles olham de volta para nós. Uma experiência assustadora, e libertadora. As possibilidades do cinema subitamente tornaram-se ilimitadas.
Todos nós testemunhamos maravilhas nos filmes de Antonioni – aqueles que vieram depois, e o trabalho extraordinário feito por ele antes de “A Aventura”, em filmes como “A Dama sem Camélias” (“La Signora Senza Camelie”, Itália, 1953), “As Amigas” (“Le Amiche”, Itália, 1955), “O Grito” (“Il Grido”, Itália, 1957) e “Crimes da Alma” (“Cronaca di un Amore”, Itália, 1950), que eu descobri mais tarde. Tantas maravilhas – a paisagem pintada (literalmente pintada, muito antes do surgimento da técnica CGI, as imagens geradas por computadores) de “O Dilema de Uma Vida”, (também conhecido no Brasil como “O Deserto Vermelho”; “Il Deserto Rosso”, Itália, 1964) e “Depois Daquele Beijo” (“Blow Up”, Itália/Inglaterra, 1966), e a história fotográfica de detetive neste último filme, que acaba conduzindo as coisas para cada vez mais longe da verdade; o final expansor da mente de “Zabriskie Point” (EUA, 1970), tão criticado ao ser lançado, no qual a heroína imagina uma explosão que faz com que os detritos do mundo ocidental caiam pela tela em velocidade super lenta e em cores vívidas (para mim Antonioni e Godard foram, entre outras coisas, grandes pintores modernos de verdade); e a notável última tomada de “Profissão: Repórter” (“The Passenger”, Itália/França/Espanha/EUA, 1975), na qual a câmera desloca-se lentamente para fora da janela, em direção a um pátio, distanciando-se do drama vivido pelo personagem interpretado por Jack Nicholson e aproximando-se do drama maior expresso pelo vento, pelo calor, pela luz e pelo mundo que segue o seu curso.
O meu caminho cruzou-se com o de Antonioni algumas vezes no decorrer dos anos. Certa vez passamos juntos o jantar do Dia de Ação de Graças, após um período muito difícil na minha vida, e me empenhei em dizer-lhe o quanto significava para mim o fato de ele estar conosco.
Mais tarde, depois que ele teve um derrame e perdeu a capacidade de falar, tentei ajudá-lo a realizar o projeto de “The Crew” – um maravilhoso roteiro escrito com o seu colaborador freqüente Mark Peploe, diferente de tudo o que ele já fizera, e sinto muito que o filme jamais tenha acontecido.
Mas, no que se refere a Antonioni, eu conhecia muita mais as suas imagens do que o homem em si. Imagens que continuam a me assombrar e inspirar. A expandir o meu entendimento do que é estar vivo no mundo.

O Cinema

Janeiro 27, 2008

O Cinema
Paulo Hecker Filho

Eu vivi profundamente
o cinema americano,
o italiano, o francês,
um pouco menos o inglês,
já o iraniano e o chinês …
Metade da minha vida,
ou pelo menos um quarto,
eu não só vi, fui ao cinema,
muito mais do que eu já era,
a clamar de tanto ser.
Ser Scola e ser De Sica,
Billy Wilder e Kazan,
George Scott, Frederic March,
Magnani, Edwige Feullière …
Me faziam existir,
revelavam plena a vida
que eu com eles aprendia
que podia conceber.
Truffaut, Fellini, William Wyler,
Kurosawa, David Lean,
Jeane Moreau, a Binoche,
Raimu, Brando, James Dean …

Eu, eu vivi profundamente essa gente toda!

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Há uma grande chance do dia 30 de Julho de 2007 ter sido o dia mais triste da história da sétima arte. Neste dia morreram dois dos maiores cineastas da história do cinema: Ernst Ingmar Bergman(14/07/1918 – 30/07/2007)  e Michelangelo Antonioni(29/09/1912 – 30/07/2007).
Que dizer sobre um dia tão triste quanto? Embora ambos os cineastas já tivessem “tirado seu time de campo” no cinema há muito tempo é sempre muito difícil, para seus profundos admiradores como este que vos fala, encarar suas mortes, ainda mais quando ambas coincidem no mesmo dia.

E o que fica? Seus filmes, claro! Que os vejamos, pois!

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Life goes on.

Depoimento de Glauber Rocha

Fevereiro 27, 2007

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Eu não tenho o menor interesse de ganhar dinheiro com cinema, não tenho o melhor interesse de fazer indústria de cinema. Acho que a indústria de cinema dos tempos tradicionais é o assassinato do cinema, não tenho o menor interesse em converter o cinema em objeto de consumação de massa, acho isso pura demagogia e se eu quisesse ganhar dinheiro com cinema estaria fazendo filme comerical porque saberia fazer muito bem filmes comerciais, mas não me interessa e acho inclusive completamente imoral fazer isso. O meu objetivo é justamente fazer esse diálogo feroz com o público, mas que o público que em uma hora e meia ele não seja enganado, ele não sentar lá, pagar o dinheiro para se divertir inocentemente e depois o coro da boa consciência dizer exatamente o que deve de ser feito: um filme bom pro público, o público foi ver e gostou, achou bem feitinho, tá dando dinheiro e isso que deve ser feito. Essa mentalidade reacionária que existe no meio da crítica cinematográfica no Brasil e no meio de alguns produtores de cinema precisa ser acabada.

Glauber Rocha

Concordam? Discordam?
Até a próxima.

Fonte: Documentário Glauber Rocha – Labirinto do Brasil. Disponível na íntegra aqui.

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Anna Karina em Viver a Vida

Considerações Iniciais:
Na presente lista, não há qualquer ordem de filmes por década mediante meu gosto. Assim sendo, me abstive de classificá-los. São dez filmes por décadas, desde a década de 20, até a década de 90. Também me ausentei das décadas de 10 e da atual, a primeira por não ter visto uma quantidade suficiente de filmes para uma lista dessa natureza e a última por ainda não ter acabado, afinal ainda estamos em 2006.

Isto posto, mãos à obra.
Década de 20:
- O Encouraçado Potemkin, de Sergei M. Eisenstein.
- A Greve, de Sergei M. Eisenstein.
- Um Homem com uma Câmera, de Dziga Vertov.
- A Paixão de Joana D’arc, de Carl Theodor Dreyer.
- Nosferatu, de Friedrich William Murnau.
- Outubro, de Sergei M. Eisenstein.
- A Última Gargalhada, de Friedrich William Murnau.
- Entr’acte, de René Clair.
- Um Cão Andaluz, de Luis Buçnuel.
- Paris Que Dorme, de René Clair.

Década de 30:
- M, O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang.
- A Grande Ilusão, de Jean Renoir.
- A Regra do Jogo, de Jean Renoir.
- Terra, de Aleksandr Dovzhenko.
- O Vampiro, de Carl Theodor Dreyer.
- Luzes da Cidade, de Charles Chaplin.
- O Grande Ditador, de Charles Chaplin.
- O Homem que Sabia Demais, de Alfred Hitchcock.
- A Idade de Ouro, de Luis Buñuel.
- Requiem à Lenin, de Dziga Vertov.

Década de 40:
- Cidadão Kane, de Orson Welles.
- Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini.
- A Terra Treme, de Luchino Visconti.
- Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock.
- A Dama de Shangai, de Orson Welles.
- Paisá, de Roberto Rossellini.
- Stromboli, de Roberto Rossellini.
- Ladrões de Bicicleta, de Vittorio De Sica.
- O Falcão Maltês, de John Huston.
- Casablanca, de Michael Curtiz.

Década de 50:
- A Marca da Maldade, de Orson Welles.
- O Sétimo Selo, de Ernst Ingmar Bergman.
- Morangos Silvestres, de Ernst Ingmar Bergman.
- Acossado, de Jean-Luc Godard.
- Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock.
- Glória Feita de Sangue, de Stanley Kubrick.
- Rocco e Seus Irmãos, de Luchino Visconti.
- Hiroshima Meu Amor, de Alain Resnais.
- Umberto D, de Vittorio De Sica.
- A Aventura, de Michelangelo Antonioni.

Década de 60:
- Viver a Vida, de Jean-Luc Godard.
- A Noite, de Michelangelo Antonioni.
- A Hora do Lobo, de Ingmar Bergman.
- Persona, de Ingmar Bergman.
- O Ano Passado em Marienbad, de Alain Renais.
- 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.
- Eu sou Cuba, de Mikhail Kalatozov.
- Terra em Transe, Glauber Rocha.
- O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel.

Década de 70:
- Solaris, de Andrei Tarkovski.
- Stalker, de Andrei Tarkovski.
- O Espelho, de Andrei Tarkovski.
- Gritos e Sussurros, de Ernst Ingmar Bergman.
- A Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick.
- Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola.
- Morte em Veneza, de Luchino Visconti.
- Taxi Driver, de Martin Scorsese.
- Chinatown, de Roman Polanski.
- O Iluminado, de Stanley Kubrick.

Década de 80:
- Depois de Horas, de Martin Scorsese.
- A Idade da Terra, de Glauber Rocha.
- Touro Indomável, de Martin Scorsese.
- Amadeus, de Milos Forman.
- Pelle, o Conquistador, de Bille August.
- Meu Pé Esquerdo, de Jim Sheridan.
- Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese.
- Blade Runner, de Ridley Scott.
- Matador, de Pedro Almodovar
- Nascido para Matar, de Stanley Kubrick.

Década de 90:
- A Liberdade é Azul, de Krzysztof Kielowski.
- A Lista de Schindler, de Steven Spilberg.
- Ondas do Destino, de Lars Von Trier.
- Europa, de Lars Von Trier.
- Cassino, de Martin Scorsese.
- Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodovar.
- Requiem para um Sonho, Darren Aronofsky.
- Festa de Família, de Thomas Vinterberg.
- Moloch, de Aleksandr Sokurov.
- Underground, de Emir Kusturica.

Cineastas Favoritos

Julho 24, 2006

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Nos últimos tempos, sabe-se lá a razão, tenho gostado muito de ler listas, os famosos tops. Como há algum tempo não posto absolutamente nada relacionado a Sétima Arte, resolvi postar uma lista de meus cineastas favoritos.

Obs. 1: Abaixo do nome de cada diretor, posto os filmes que já pude ver deste.
Obs. 2: Em cima do nome de cada filme(como uma expenonencial) está sua posição em relação a minha prefêrencia a outros filmes do diretor. Colocarei apenas os três melhores filmes, ou seja, primeiro, segundo e terceiro colocado.

Expostas estas observações, mãos à massa!

1 – Ernst Ingmar Bergman (Suécia, 1918-)
O Sétimo Selo¹(1956), Morangos Silvestres³(1957), A Fonte da Donzela(1959), Através de um Espelho(1962), Persona²(1966), A Hora do Lobo(1968), Gritos e Sussurros(1972).

2 – Sergei M. Eisentein (Rússia, 1898-1948)
A Greve²(1924), O Encouraçado Potenkin¹(1925), Outubro ou Dez dias que Abalaram o Mundo³(1927), Que Viva o México!(1977).

3 – Orson Welles (EUA, 1915-1985)
Cidadão Kane¹(1941), Soberba³(1942), A Dama de Shangai²(1947), Mr. Arkadin(1955), A Marca da Maldade(1958).

4 – Luchino Visconti(Itália, 1906-1976)
A Terra Treme: O Episódio da Maré²(1948), Belíssima(1951), Noites Brancas(1957), Rocco e Seus Irmãos³(1960), Morte em Veneza¹(1972).

5 – Glauber Rocha(Brasil, 1938-1981)
Deus e o Diabo na Terra do Sol³(1964), Terra em Transe¹(1967), Di(1977), A Idade da Terra²(1980).

6 – Carl Theodor Dreyer(Dinamarca, 1889-1968)
A Paixão de Joana D’Arc¹(1928), O Vampiro³(1932), Ordet²(1955).

7 – Andrei Tarkovski(Rússia, 1932-1986)
Solaris²(1972), O Espelho³(1975), Stalker¹(1979)

8 – Dziga Vertov(Rússia, 1896-1954)
Câmera-Olho²(1924), Requiem a Lenin³(1924), Um Homem Com Uma Câmera¹(1929)

9 – Stanley Kubrick(EUA, 1928-1999)
O Grande Golpe(1955), Glória Feita de Sange(1957), Doutor Fantástico²(1964), 2001: Uma Odisséia no Espaço¹(1968), Laranja Mecânica³(1971), O Iluminado(1980), Nascido Para Matar(1987), De Olhos Bem Fechados(1999).

10 – Jean-Luc Godrd(França, 1930-)
Acossado(1960), Viver a Vida¹(1962), O Desprezo³(1963), Alphaville²(1965), Nossa Música(2004).

Menções Honrosa:
- Jean Renoir(França, 1894-1979)
- Alain Resnais(França, 1922-)
- Aleksandr Dovzhenko(Rússia, 1894-1956)
- Pier Paolo Pasolini(Itália, 1922-1975)
- Michelangelo Antonioni(Itália, 1912-)

Até a próxima.