Olatunji Concert

Junho 17, 2007



One of the most remark forces in jazz today, the only person who can really discuss what he does to the music which is so important to us is…

…John Coltrane!*

Talvez este seja meu álbum ao vivo avorito do free jazz\avante-garde jazz.
Até a próxima!

Descrição do apresentador que precede a entrada de Trane no palco.

Free Jazz!!! (II)

Agosto 1, 2006

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Um sistema complexo
Autor: desconhecido

Pode-se indicar a posteriori algumas características comuns da grande maioria dos músicos de free jazz, sempre que se aceite esta esquematização com certa prudência e que não se esqueça que todo solista de alguma importância possui suas próprias regras. O aspecto mais aparente é a indiferença à tonalidade e por um ritmo pré-estabelecido. Outra característica é a indiferença. que à vezes chega a ser rejeição pela técnica musical e instrumental européia. Ao mesmo tempo cresce enormemente com relação ao tipo anterior de jazz o interesse pelas culturas não européias (musicais e não), especialmente as africanas e árabes.

Este aspecto está ligado com outra característica comum dos músicos do free jazz, isto é, sua conexão cada vez mais próxima com o ’social’ americano e a tomada de consciência de sua própria cultura. Este aspecto e análogo à base do hard bop, nascido na mesma época (meado dos cinquenta), isto é, período das primeiras rebeliões negras e da afirmação de Martin Luther King e de Elijan Muhammad. Para indicar alguns dos nomes reconhecidos do free jazz, citamos as influências ‘cultas’ de Taylor, músico de tipo acadêmico, trabalhando com um instrumento de tradição européia como o piano (‘Sou tudo o que vivi. Não tenho medo das influências européias.

O importante é utilizá-las-como fez Ellington- na medida em que são parte de minha existência de Negro norte-americano’); a reação de Coleman com Charlie Parker e com a poética do bebop em geral; o papel inspirador de Sun Ra, o primeiro jazzista que ligou a música a um feito social, constituindo uma orquestra-comunidade capaz de autogestão econômica e de produzir seus próprios discos. Entre os precursores é preciso mencionar o trabalho de Lennie Tristano, com a diferença que seu trabalho limitava-se a pesquisas formais ligadas à experiência cool; Eric Dolphy, Bill Evans e principalmente Charles Mingus: porém estes se interessaram apenas por aspectos parciais.

O free jazz, no entanto, deve ser considerado como um sistema complexo, onde cada elemento só tem valor se relaciona com os demais. Há muitos jazzistas que surgiram nos anos sessenta que acusam influências do free jazz, mas de forma exterior e parcial, como Freddie Hubbard, Wayne Shorter, Joe Henderson, Tony Williams, Bobby Hutcherson e outros. A atividade musical dos anos sessenta paralela aos grandes acontecimentos de rebelião e de associação das populações afro-norte-americanas levou a uma grande parte da critica a associar o free jazz com a revolução negra, simplificando o vasto âmbito das opiniões e dos movimentos espirituais dos músicos.

Um contato entre os artistas negros e as opiniões revolucionárias daqueles anos sem nenhuma dúvida existiu mas foi uma realidade extremamente complexa, que foi representada pela música de maneira mediana e não conformista. Falar de free jazz unicamente como de música de revolução e de ódio significa não compreender o significado espiritual e universal da música de Coltrane, Ayler, Coleman. Cherry, Lacy, Roswell Rudd e muitos outros.

FONTE: http://www.clubedejazz.com.br/ojazz/historia_freejazz_02.php
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Creio que este artigo desmistifica de vez o mito de que o Jazz seria um gênero musical desprovido de qualquer cunho sóciopolítico e, assim, uma música “alienada”.
A propósito, em nada diminuiria o Jazz caso este realmente fosse desprovido do supracitado cunho, ao contrário do que pensa alguns extremistas, pois julgar qualquer obra de arte em função de seu credo ideológico ou a falta deste é um dos maiores equívocos que se poderia cometer. Não se pode deixar de ler Borges por este em certa altura ter apoiado a ditadura militar argentina ou condenar a poesia de Eliot por este ser anti-semita.

God

Julho 24, 2006

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Coltrane is GOD!

Free Jazz!!! (I)

Julho 20, 2006

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O Free Jazz é, ao lado do Bebp\Hardbop e do Cool Jazz, meu estilo favorito do meu gênero musical favorito, o Jazz. Oficialmente, o estilo nasceu no álbum Free Jazz (1960) do genial saxofonista Ornette Coleman (1930-) mas, como na maioria de todas as inovações estéticas da arte, podemos apontar vários outros jazzistas como precursores, dentre os quais podemos destacar: John Coltrane (1926-1967) e Cecil Taylor (1929-).

Uma amostra do estilo que estaria vindo para revolucionar o mundo do Jazz foi dada em 1959, também por Coleman, através do álbum The Shape of Jazz to Come (outro sugestivo nome…). Não obstante, a consolidação do Free Jazz veio com o supracitado álbum de 1960, no qual podíamos ouvir um quarteto duplo liderado por Ornette Coleman e Eric Dolphy(1928-1964) estourando os tímpanos de seus ouvintes. Neste álbum já estava presente a principal característica do novo estilo: a improvisação coletiva.

Há de se salientar que o Free Jazz não é um estilo completamente desordenado, desorganizado e caótico. Previamente, os músicos fazem uma espécie de reunião na qual estabelecem normas e padrões, seja na gravação de um álbum ou em um concerto. Utilizam-se de acordes e “células” para se coordenar entre si e, principalmente, para não se “perderem” no meio da música. Por este motivo, o Free Jazz é o mais radical das vertentes do Jazz, principalmente pelo fato de neste há mais de um solista e estes não estão “presos” ao tema. Os ouvintes mais atentos e acostumados podem notar que por trás do caos aparente há certos padrões não-convencionais e inusitados. Pelo fato dos músicos não estarem presos a temas, como no Jazz “convencional”, o estilo recebeu este nome.

Outro ponto há ser destacado é a estreita relação entre o Free Jazz e a vanguarda musical do século XX. A maior influência desta no estilo se faz presente nos álbuns do Free Jazz através da atonalidade (ausência de tom definido).

Por fim, uma lista dos músicos que mais aprecio do estilo:
- John Coltrane
- Eric Dolphy
- Ornette Coleman
- Anthony Braxton
- Peter Brötzmann