
David Hilbert
A Universidade de Göttingen foi no Século XIX até o início do Século XX o principal centro matemático do mundo, tendo contando com nomes do tamanho de David Hilbert, Carl Friedrich Gauss e Bernhard Riemann. Em 1933, com a ascenção de Hitler ao poder, os nazistas promoveram um verdadeiro expurgo na universidade, afastando muito dos proeminentes membros da universidade, como Max Born e John Von Neumann, em o que posteriormente os nazistas chamariam de “Grande Purgação”. Por muito dos acadêmicos da universidade seram Judeus ou casados com Judias, os nazistas praticamente acabaram com a universidade, pondo fim ao legado de grandes matemáticos que surgiram em Göttingen desde Gauss.
Em 1934, Hilbert, único grande matemático a ainda permanecer na universidade, estava presente num banquete e sentou próximo ao o então ministro da educação, Bernhard Rus, que fez a seguinte pergunta ao eminente matemático:
- É mesmo verdade, Professor, que o seu instituto sofreu muito com a partida dos Judeus e dos seus amigos?
Ao que Hilbert respondeu:
- Sofreu ? Não, Herr Minister, não sofreu. Ele simplesmente deixou de existir.
Russell numa Palestra
Dezembro 16, 2006

Durante uma palestra pública, Bertrand Russell afirmou não ser possível romper as regras da matemática sem conseqüências destratosas. Uma vez que uma afirmação matemática falsa era introduzida, podia-se provar qualquer coisa. Nesse ponto uma voz lá de trás da multidão o interrompeu: “Se dois vezes dois forem cinco, o senhor deve ser capaz de mostrar que eu sou o papa. Prove!”. Sem titubear, Russell respondeu: “Se dois vezes dois são cinco, então quatro é igual a cinco. Subtraindo três de cada um dos lados, temos que um é igual a dois. Como o senhor e o papa são dois, temos que o senhor e o papa são um.
Absolutamente genial!
Fonte: Bertrand Russell em 90 mins de Paul Strathern.
A Conjectura de Poincaré e o provável matemático a demonstra-la
Agosto 23, 2006

Gregory Perelman
Em 1904 o grande matemático francês Henri Poincaré(1854-1912) propôs a conjectura que leva seu nome, afirmando que toda superfície fechada simplesmente conexa de dimensão 3 é homeomorfa à esfera de dimensão 3. Pois muito bem, tentemos destrinchar e esclarecer o significado de tão complexo enunciado. Para tanto, algumas definições são necessárias:
Conjectura: enunciado matemático aparentemente verdadeiro o qual não foi provado verdadeiro formalmente de acordo com as leis da lógica matemática.
Topologia: ramo da matemática moderna, praticamente participando de todos os setores do pensamento matemático atual, responsável pelo estudo das chamadas “propriedades topológicas” das figuras, que são as propriedades que não mudam quando estas são submetidas a deformações contínuas (homeomorfismos), ou seja, caracteristícas que permanecem intactas quando esticamos ou entortamos, mas não rasgamos, essas figuras.
Superfície fechada: superfície compacta e sem bordo.

Depois destas definições, creio que a compreensão do enunciado torna-se mais fácil. A conjectura afirma que qualquer superfície fechada, ou seja, compacta e sem bordo, simplesmente conexa(desprovida de buracos) de dimensão 3 possui forma topológica igual à esfera desta mesma dimensão. Basicamente, diz que qualquer superfície conexa pode ser deformada e virar uma esfera.
Em 2002, o matemático russo Grigori Perelman divulgou na internet sua demonstração que desde então vem sendo minuciosamente estudada pelos matemáticos à procura de falhas. Curiosamente, Perelman, ao contrário do que ocorre rotineiramente em meios acadêmicos, não enviou sua demonstração para alguma revista especializada, preferiu divulga-la na internet para que qualquer um pudesse a ver.
No dia 22 de Agosto deste ano, recusou a Medalha Fields (conhecida como o Nobel da matemática) e provavelmente rejeitará o prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,1 milhões) do Clay Mathematics Institute, em Massachusetts, nos Estados Unidos, por sua demonstração.
Em entrevista à BBC, o escritor de livros Simon Singh, autor de O Último Teorema de Fermat, comentou o comportamento excêntrico do matemático russo:
Matemática Pura é um assunto tão esotérico que você faz por amor. Você não faz por dinheiro, por recompensas, por reconhecimento ou medalhas. [...] Ele resolveu o problema. E não se deu ao trabalho nem de publicar (em uma revista cientifica) o seu trabalho. Porque do ponto de vista dele, o problema foi resolvido e isso é o que interessa.
Confesso que o amor de certos acadêmicos ao seu trabalho por vezes me emociona. Perelman é um exemplo vivo disso.
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Para mais informações, visite a wikipédia anglófona ou o IME-UERJ. Algumas informações contidas neste texto foram retirafas destes sites.