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	<description>Por Sérgio Farias S. Filho</description>
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		<title>Analytical</title>
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		<title>Outras narrativas de Thomas Bernhard</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 19:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
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Demais
Um pai de família, querido e famoso fazia décadas por seu dito senso familiar extraordinário e que, num sábado à tarde, quando por certo o tempo estava muito abafado, matou quatro de seus seis filhos, justificou-se no tribunal alegando que, de repente, os filhos haviam se tornado demais para ele.
Aumento
No tribunal distrital de Wels, uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=244&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p>Demais</strong></p>
<p>Um pai de família, querido e famoso fazia décadas por seu dito <em>senso familiar extraordinário</em> e que, num sábado à tarde, quando por certo o tempo estava muito abafado, matou quatro de seus seis filhos, justificou-se no tribunal alegando que, de repente, os filhos haviam se tornado <em>demais</em> para ele.</p>
<p><strong>Aumento</strong></p>
<p>No tribunal distrital de Wels, uma senhora com quarenta e oito condenações anteriores, que o juiz, logo na abertura <em>deste seu mais recente julgamento</em>, como relata o jornal local, caracterizou como<em> ladra anciã</em> e <em>bem conhecida da justiça</em> e cuja presente acusação se devia ao furto de um monóculo inteiramente inútil para ela, roubado havia pouco de uma falecida frequentadora de ópera, a qual já não conseguia andar fazia muitos anos, não ia mais à ópera e, por essa mesma razão, não apenas nunca mais utilizara o monóculo mas também o esquecera por completo, como se verificou ao longo do julgamento &#8211; essa senhora, pois, logrou ter sua pena de apenas três meses de prisão aumentada em mais seis meses mediante um safanão que desferiu no juiz tão logo proferida a sentença. Esperava conseguir no mínimo nove meses de prisão, porque não suportava mais viver em liberdade, alegou ela.</p>
<p><strong>Prospecto</strong></p>
<p>Um casal de Salzburgo que sempre trabalhou e agora gozava de aposentadoria dupla teve a ideia de, no final do inverno, fazer uma viagem para Zell am See, na região de Pinzgau, razão pela qual providenciou um prospecto da cidade, alvo de tantos elogios, que pudesse folhear para, dessa forma, escolher uma pousada que parecesse apropriada a seu intento e onde pudesse passar duas ou três semanas. E, com efeito, o casal, que gostava de viajar, encontrou no prospecto uma pousada que pareceu corresponder às expectativas e exigências de ambos, empreendendo, assim, sua viagem. Quando, porém, terminada a jornada bastante cansativa até Zell am See, os dois adentraram a pousada escolhida, foram obrigados a constatar que, em tudo o que haviam esperado, ela contrariava suas expectativas. Por exemplo, os quartos, que o prospecto descrevera como muito simpático, eram escuros, e pareceu aos cônjugues horrorizados que cada um deles continha um caixão fechado, no qual estava inscrito sempre e somente o seu nome.</p>
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		<item>
		<title>The Lost Generation</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 10:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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A &#8220;Geração Perdida&#8221; é um termo cunhado por Gertrude Stein que se refere a escritores norte-americanos expatriados na Paris dos anos vinte, tendo como principais representantes Ernest Hemingway, F. Scottt Fitzgerald, John dos Passos, John Steinbeck e Ezra Pound. O texto a seguir é o terceiro capítulo do livro de memórias de Hemingway dessa época, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=238&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://www-tc.pbs.org/wnet/americannovel/timeline/images/lostgeneration.jpg" alt="" width="300" height="275" /><br />
A &#8220;Geração Perdida&#8221; é um termo cunhado por Gertrude Stein que se refere a escritores norte-americanos expatriados na Paris dos anos vinte, tendo como principais representantes Ernest Hemingway, F. Scottt Fitzgerald, John dos Passos, John Steinbeck e Ezra Pound. O texto a seguir é o terceiro capítulo do livro de memórias de Hemingway dessa época, <em>Paris é uma festa</em>, descrevendo como esse termo surgiu e as reflexões de Hemingway sobre tudo isso. Vale muito a pena ler.</p>
<p><strong><br />
Une Génération Perdue</strong><br />
<em><br />
Foi Fácil adquirir o hábito de parar na rue de Fleurus, 27, ao fim da tarde, em busca de aquecimento, dos grandes quadros e do bate-papo. Frequentemente Miss Stein não tinha visitas, mostrava-se muito amiga e durante muito tempo foi até afetuosa. Quando eu voltava das viagens que fazia para a cobertura de diversas conferências políticas, reportagens no Oriente Próximo ou na Alemanha, por conta do jornal canadense ou da agência de notícias para os quais trabalhava, ela queria que Ihe contasse todos os detalhes divertidos. Sempre havia coisas engraçadas a contar e ela gostava de ouvi-las, apreciando também aquilo que os alemães chamam de histórias de humor negro. Miss Stein queria conhecer o lado alegre do que se passava pelo mundo; nunca o lado real, nunca a lado mau.</em></p>
<p><em>Eu era jovem e nada sombrio e, como sempre havia coisas estranhas e cómicas acontecendo nos piores momentos, Miss Stein gostava de ouvi-las. Das outras coisas eu não falava: preferia escrever sobre elas.</em></p>
<p><em>Quando não tinha voltado de viagem alguma e ia até à rue de Fleurus para um bate-papo depois do trabalho procurava às vezes conseguir que Miss Stein falasse sobre livros.</em></p>
<p><em>Quando eu estava escrevendo, tinha necessidade de ler qualquer coisa nos momentos de descanso. Se ficasse pensando no trabalho, perderia meu texto antes de poder continuá-lo no dia seguinte.</em></p>
<p><em>Tinha que fazer exercício, cansar o corpo e era ótimo fazer amor com quem se amava. Isso era melhor do que qualquer outra coisa. Mas, depois, quando me sentia vazio, era preciso ler para não pensar no trabalho, nem me aborrecer com ele até poder retomá-lo. Já tinha aprendido a nunca esvaziar completamente meu poço literário, deixando que, à noite, as fontes que o alimentavam tornassem a enchê-lo.</em></p>
<p><em>Para manter o espírito afastado do que escrevia, às vezes, depois de ter trabalhado, lia escritores que estavam em plena atividade naquele tempo, tais como Aldous Huxley, D. H. Lawrence ou quaisquer outros, cujos livros eu pudesse obter na biblioteca de Sylvia Beach ou comprar nos sebos ao longo do cais.</em></p>
<p><em>- Huxley é um homem morto &#8211; disse Miss Stein. &#8211; Por que você quer ler um homem morto? Você não vê que ele está morto?</em></p>
<p><em>Não podia ver, então, que ele fosse um homem morto, e respondi que seus livros me divertiam e me esvaziavam a cabeça.</em></p>
<p><em>- Você devia ler somente o que é verdadeiramente bom ou o que é francamente mau.</em></p>
<p><em>- Estive lendo livros verdadeiramente bons todos os invernos, como fiz no último e como farei no próximo. Para dizer a verdade, não gosto de livros francamente maus.</em></p>
<p><em>- Por quê, então, lê essa droga? É uma droga empolada, Hemingway. Escrita por um morto.</em></p>
<p><em>- Gosto de ver o que estão escrevendo – disse eu &#8211; E descanso o espírito enquanto faço isso.</em></p>
<p><em>- Quem mais você está lendo agora?</em></p>
<p><em>- D. H. Lawrence &#8211; disse. &#8211; Ele escreveu alguns contos muitos bons, como O Oficial Prussiano.</em></p>
<p><em>- Tentei ler os romances dele. Ele é impossível. É patético e absurdo. Escreve como se fosse um doente.</em></p>
<p><em>- Gostei de Filhos e Amantes e de Pavão Branco, disse. Talvez deste não tanto. Não consegui ler Mulheres Apaixonadas.</em></p>
<p><em>- Se não quer ler o que é mau e deseja alguma coisa que prenderá o seu interesse e é maravilhosa, à sua maneira, deveria ler Marie Belloc Lowndes.</em></p>
<p><em>Nunca tinha ouvido falar dela, e Miss Stein emprestou-me O Inquilino, essa maravilhosa história de Jack, o Estripador, bem como outro livro sobre um assassínio, num lugar afastado de Paris que só podia ser Enghien les Bains. Eram ambos livros esplêndidos para depois do trabalho, os personagens dignos de crédito, o enredo e o terror nunca soando falso. Eram mesmo perfeitos como leitura para depois do trabalho, e li tudo que havia de Mrs. Belloc Lowndes. Eram poucos livros, nenhum tão bom como os dois primeiros, e nada foi tão bom como eles para as horas vagas do dia ou da noite até surgirem os primeiros belos livros de Simenon.</em></p>
<p><em>Penso que Miss Stein teria gostado dos bons Simenons &#8211; o primeiro que li foi ou L&#8217;Écluse Numéro 1 ou La Maison du Canal &#8211; mas não tenho certeza, porque, quando conheci Miss Stein, ela não gostava de ler francês embora adorasse falá-lo. Jane Flanner deu-me os primeiros dois Simenons que li. Ela adorava ler francês e já lia Simenon desde quando ele era repórter policial.</em></p>
<p><em>Durante três ou quatro anos em que fomos bons amigos, não consigo lembrar-me de ter ouvido Gertrude Stein falar bem de qualquer escritor que não tivesse escrito favoravelmente sobre sua obra ou feito alguma coisa para promover sua carreira, com exceção de Ronald Firbank e, mais tarde, de Scott Fitzgerald. Quando a encontrei pela primeira vez, ela não se referiu a Sherwood Anderson como escritor, mas falou ardentemente dele como homem, dos seus grandes olhos italianos, belos e quentes, da sua bondade e do seu encanto.</em></p>
<p><em>Pouco me importava com os grandes olhos italianos, belos e quentes, de Sherwood Anderson, mas gostava muito de alguns de seus contos. Eram escritos de modo simples e às vezes com elegância de estilo; ele conhecia as pessoas a respeito de quem escrevia e se interessava profundamente por elas. Miss Stein não quis falar de seus contos, mas somente dele como pessoa.</em></p>
<p><em>- O que acha dos romances dele? perguntei. Mas foi em vão; negava-se a falar das obras de Anderson como também das de Joyce. Se alguém se referisse duas vezes a Joyce não seria convidado a voltar. Era como fazer referências elogiosas a um general na presença de outro general. Você aprende a não fazer isso na primeira vez que comete o erro. Pode-se contudo mencionar o nome de um general desde que tenha sido derrotado pelo general com quem se está falando. O general com quem se está falando elogiará bastante o general derrotado, e entrará gostosamente em detalhes sobre o modo como o derrotou.</em></p>
<p><em>Os contos de Anderson eram bons demais para tornar amena a conversa. Eu estava disposto a dizer a Miss Stein o quanto me pareciam estranhamente pobres os romances</em></p>
<p><em>dele, mas isto teria sido mau também, porque seria criticar um dos seus mais leais defensores. Quando finalmente ele escreveu Dark Laughter, um romance tão terrivelmente fraco, vazio e afetado que não pude deixar de criticá-lo numa paródia,* Miss Stein ficou muito aborrecida. Eu havia atacado alguém que era parte de sua equipagem. Mas não se zangaria tanto assim, tempos atrás. Ela própria começou a elogiar Sherwood com entusiasmo somente depois dele ter decaído como escritor.</em></p>
<p><em>Ela se zangara um dia com Ezra Pound porque ele se sentou bruscamente numa pequena cadeira frágil e sem dúvida desconfortável, que talvez lhe tivesse oferecido de propósito, desconjuntando-a ou quebrando-a. O fato de ele ser um grande poeta, um homem gentil e generoso, que teria podido acomodar-se numa cadeira de tamanho normal, não foi levado em consideração. As razões de sua antipatia por Ezra, hábil e maliciosamente expostas, foram inventadas anos mais tarde.</em></p>
<p><em>Foi quando minha mulher e eu regressamos do Canadá e passámos a morar na rue Notre-Dame-des-Champs, sendo Miss Stein e eu bons amigos ainda, que me fez a observação sobre a geração perdida. Tinha tido algum contratempo com o arranque do velho Ford modelo T, que dirigia então; o rapaz que trabalhava na oficina mecânica e tinha combatido no último ano da guerra não se mostrara competente no tal conserto do Ford de Miss Stein, ou talvez não lhe tivesse dado prioridade sobre outros veículos. Seja como fôr, ele não tinha sido sérieux e fora severamente repreendido pelo patron da garagem, diante do protesto de Miss Stein. O patron lhe dissera: &#8211; Vocês todos são uma génération perdue.</em></p>
<p><em>- É isso mesmo o que vocês são. É isso o que vocês são &#8211; disse Miss Stein &#8211; Todos vocês, essa rapaziada que serviu na guerra. Vocês são uma geração perdida.</em></p>
<p><em>- Você acha? &#8211; perguntei.</em></p>
<p><em>- São &#8211; insistiu ela: &#8211; Vocês não têm respeito por coisa alguma. Vocês bebem até morrer&#8230;</em></p>
<p><em>- O tal mecánico estava bêbedo? &#8211; perguntei.</em></p>
<p><em>- Evidentemente não.</em></p>
<p><em>- Já me viu bêbedo alguma vez?</em></p>
<p><em>- Não. Mas seus amigos são bêbedos.</em></p>
<p><em>- Tenho ficado bêbedo algumas vezes – disse- Mas jamais estive aqui nesse estado.</em></p>
<p><em>- Evidentemente não. Não disse isso.</em></p>
<p><em>- O patron do rapaz é que estava provavelmente bêbedo às onze horas da manhã &#8211; disse eu. &#8211; É por isso que diz frases tão encantadoras.</em></p>
<p><em>- Não discuta comigo, Hemingway &#8211; disse Miss Stein. &#8211; Não adianta nada. Vocês todos são uma geração perdida, exatamente como o dono da garagem disse.</em></p>
<p><em>Mais tarde, quando escrevi meu primeiro romance, procurei contrabalançar a citação que Miss Stein fizera do dono da garagem com outra do Eclesiastes. Naquela noite, caminhando de volta para casa, pensei no rapaz da garagem e me perguntei se ele teria sido transportado alguma vez num daqueles veículos, convertido em ambulância. Lembrei-me de como costumavam queimar seus freios descendo estradas de montanha com uma carga completa de feridos, engrenados em primeira e, finalmente, até mesmo na marcha à ré; e de como os últimos modelos T foram jogados despenhadeiro abaixo, quando substituídos por grandes Fiats com boas caixas de mudança e freios de metal. Pensei em Miss Stein e em Sherwood Anderson, em egoísmo e preguiça mental versus disciplina, e pensei também: &#8220;veja só quem chama os outros de geração perdida!&#8221; E então, quando me aproximei do Closerie des Lilas, os refletores iluminando meu velho amigo &#8211; a estátua do Marechal Ney com a sua espada desembainhada &#8211; as sombras das árvores batendo no bronze e ele sózinho ali; sem ninguém atrás dele, lembrei-me de seu fiasco em Waterloo e concluí que todas as gerações eram perdidas por alguma coisa, sempre tinham sido e sempre haveriam de ser. Parei no Lilas para fazer companhia à estátua e beber uma cerveja gelada antes de ir para casa, para o apartamento sobre a serraria. Mas, sentado ali com a cerveja, contemplando a estátua e lembrando-me dos muitos dias que Ney tinha combatido pessoalmente com a retaguarda, na retirada de Moscou, quando Napoleão já tinha ido embora de carruagem, com Caulaincourt, pensei na cálida e afeiçoada amiga que Miss Stein tinha sido e nas belas coisas que dissera de Apollinaire e de sua morte no dia do Armistício de 1918, com a multidão gritando à bas Gillaume e Apollinaire, no delírio, pensando que estavam gritando contra ele. Prometi-me fazer tudo para servir a Miss Stein e ajudá-la a obter reconhecimento pela boa obra que fêz, enquanto eu pudesse, com as graças de Deus e de meu amigo Ney. Mas que fossem para o inferno sua conversa mole sobre a tal geração perdida e todos os rótulos sujos e fáceis. Quando cheguei a minha casa, atravessando o pátio e subindo as escadas, e vi minha mulher, meu filho e o gato F. Puss, todos felizes, ao pé da lareira, disse à minha mulher:</em></p>
<p><em>- Você sabe que Gertrude é boa, apesar de tudo?</em></p>
<p><em>- Sem dúvida, Tatie.</em></p>
<p><em>- Mas diz muita besteira de vez em quando.</em></p>
<p><em>- Nunca me dirige a palavra &#8211; disse Hadley. – Sou apenas uma esposa. Quem conversa comigo é a sua companheira.</em></p>
<p>Tradução de Enio Silveira.</p>
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		<title>Uma narrativa de Thomas Bernhard</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 16:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acaba de sair em nosso país O Imitador de Vozes, livro do escritor austríaco Thomas Bernhard, sendo composto de mais de cem narrativas de tom satírico. Não li (ainda) o livro, mas encontrei por aí uma de suas narrativas que posto neste espaço. Isto posto, ei-la:
Schluemberger
Na Alsácia, descobrimos que um homem de Seledstadt foi levado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=233&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://www.thomasbernhard.org/images/tblb1.jpg" alt="" width="233" height="447" /></p>
<p>Acaba de sair em nosso país <em>O Imitador de Vozes</em>, livro do escritor austríaco Thomas Bernhard, sendo composto de mais de cem narrativas de tom satírico. Não li (ainda) o livro, mas encontrei por aí uma de suas narrativas que posto neste espaço. Isto posto, ei-la:</p>
<p><strong>Schluemberger</strong></p>
<p>Na Alsácia, descobrimos que um homem de Seledstadt foi levado para o asilo de velhos de Colmar porque sua família afirmava ter ele oitenta anos, segundo se depreendia, aliás, de seus documentos, ao passo que o próprio homem afirmava sem parar ter apenas sessenta, o que a família não suportava mais ouvir e lhe dera a idéia de tentar interná-lo no asilo de Colmar. De fato, diz-se que o homem afirmava aquilo dia e noite e que também em outros aspectos teria transformado a vida da família num horror. Além disso, consta que deixara de se lavar fazia um ano, só caminhava descalço e, de vez em quando, aparecia completamente nu no meio da rua, motivos suficientes, portanto, para interna-lo num manicômio, o que, contudo, a família não queria fazer. Assim foi que tiveram a idéia de manda-lo para Colmar. A muito custo conseguiram leva-lo para lá, mas, uma vez em Colmar, o homem fugiu das irmãs de caridade que o conduziam ao asilo e só foi reencontrado horas mais tarde. As irmãs teriam, então, conseguido convencê-lo a entrar no asilo sem oferecer resistência. No meio da noite, o homem, cujo nome seria Shluemberger, pôs fogo no asilo de velhos de Colmar, matando a todos os quatrocentos e setenta e oito internos. Inclusive a si próprio.</p>
<p>(Tradução de Sérgio Tellaroli)</p>
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		<media:content url="http://www.thomasbernhard.org/images/tblb1.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Um trecho de The Road de McCarthy</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/11/15/um-trecho-de-the-road-de-mccarthy/</link>
		<comments>http://farias.wordpress.com/2009/11/15/um-trecho-de-the-road-de-mccarthy/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 10:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Three nights later in the foothills of the eastern mountains he woke in the darkness to hear something coming. He lay with his hands at either side of him. The ground was trembling. It was coming toward them.
Papa? The boy said. Papa?
Shh. It&#8217;s okay.
What is it, Papa?
It neared, growing louder. Everything trembling. Then it passed [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=229&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://ladyfi.files.wordpress.com/2009/02/the-road.jpg?w=420&#038;h=558" alt="" width="420" height="558" /></p>
<p><em>Three nights later in the foothills of the eastern mountains he woke in the darkness to hear something coming. He lay with his hands at either side of him. The ground was trembling. It was coming toward them.</em></p>
<p><em>Papa? The boy said. Papa?</em></p>
<p><em>Shh. It&#8217;s okay.</em></p>
<p><em>What is it, Papa?</em></p>
<p><em>It neared, growing louder. Everything trembling. Then it passed beneath them like an underground train and drew away into the night and was gone. The boy clung to him crying, his head buried against his chest. Shh. It&#8217;s all right.</em></p>
<p><em>I&#8217;m so scared.</em></p>
<p><em>I know. It&#8217;s all right. It&#8217;s gone.</em></p>
<p><em>What was it, Papa?</em></p>
<p><em>It was an earthquake. It&#8217;s gone now. We&#8217;re all right. Shh.</em></p>
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	</item>
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		<title>Alguns Toureiros</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/11/14/alguns-toureiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 06:35:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
João Cabral de Melo Neto, poeta recifense, passou trinta anos de sua vida trabalhando como diplomata para o governo brasileiro. Boa parte desse tempo ele passou na Espanha, sendo Sevilha a cidade que mais o marcou sua vida (exceção feita, claro está, a Recife), a qual dedicou vários de seus poemas e inclusive seu último [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=227&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://3.bp.blogspot.com/_XM3Ons9j_U8/StO_stEDCnI/AAAAAAAAAoM/WmDk8IwaXAo/s400/Manolete5.jpg" alt="" width="400" height="283" /></p>
<p>João Cabral de Melo Neto, poeta recifense, passou trinta anos de sua vida trabalhando como diplomata para o governo brasileiro. Boa parte desse tempo ele passou na Espanha, sendo Sevilha a cidade que mais o marcou sua vida (exceção feita, claro está, a Recife), a qual dedicou vários de seus poemas e inclusive seu último livro, <em>Sevilha Andando</em>.</p>
<p>Neste espaço pretendo postar uma poesia cabraliana contida em <em>Paisagens com Figuras</em> (1954-1955), onde cabral descreve e exalta vários toureiros espanhóis que teve a oportunidade de assistir em sua estadia na Espanha: <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Manolo_Gonz%C3%A1lez">Manolo González</a>, <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Pepe_Luis_V%C3%A1zquez">Pepe Luís</a>, Julio Aparício, <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Miguel_B%C3%A1ez_Espuny_%22El_Litri%22">Miguel Báez</a>, <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Antonio_Ordo%C3%B1ez">Antonio Ordóñez</a> e, principalmente, <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Manolete">Manoel Rodríguez</a>, o <em>manolete</em>, que irá determinar o núcleo do poema ao ser o centro da comparação que Cabral fará entre o ato de toureiar e o ato da criação poética na metapoesia presente no fim do poema. Isto posto, vamos ao poema:</p>
<p><strong>Alguns Toureiros<br />
</strong><br />
A Antônio Houaiss</p>
<p><em><br />
Eu vi Manolo Gonzáles<br />
e Pepe Luís, de Sevilha:<br />
precisão doce de flor,<br />
graciosa, porém precisa.<br />
Vi também Julio Aparício,<br />
de Madrid, como Parrita:<br />
ciência fácil de flor,<br />
espontânea, porém estrita. </em></p>
<p><em>Vi Miguel Báez, Litri,<br />
dos confins da Andaluzia,<br />
que cultiva uma outra flor:<br />
angustiosa de explosiva. </em></p>
<p><em>E também Antonio Ordóñez,<br />
que cultiva flor antiga:<br />
perfume de renda velha,<br />
de flor em livro dormida. </em></p>
<p><em>Mas eu vi Manuel Rodríguez,<br />
Manolete, o mais deserto,<br />
o toureiro mais agudo,<br />
mais mineral e desperto, </em></p>
<p><em>o de nervos de madeira,<br />
de punhos secos de fibra<br />
o da figura de lenha<br />
lenha seca de caatinga, </em></p>
<p><em>o que melhor calculava<br />
o fluido aceiro da vida,<br />
o que com mais precisão<br />
roçava a morte em sua fímbria, </em></p>
<p><em>o que à tragédia deu número,<br />
à vertigem, geometria<br />
decimais à emoção<br />
e ao susto, peso e medida, </em></p>
<p><em>sim, eu vi Manuel Rodríguez,<br />
Manolete, o mais asceta,<br />
não só cultivar sua flor<br />
mas demonstrar aos poetas: </em></p>
<p><em>como domar a explosão<br />
com mão serena e contida,<br />
sem deixar que se derrame<br />
a flor que traz escondida, </em></p>
<p><em>e como, então, trabalhá-la<br />
com mão certa, pouca e extrema:<br />
sem perfumar sua flor,<br />
sem poetizar seu poema </em></p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:260px;width:1px;height:1px;">
<h1 id="firstHeading" class="firstHeading">Antonio Ordóñez</h1>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>Um poema de Emily Dickinson</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/06/27/um-poema-de-emily-dickinson/</link>
		<comments>http://farias.wordpress.com/2009/06/27/um-poema-de-emily-dickinson/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Emily Dickinson (1830-1886), poetisa norte-americana, tendo nascido, vivido e morrido em Amherst, Massachussets. Viveu reclusamente por cerca de vite e cinco anos em sua casa, evitando até mesmo receber visitas.
A morte é um tema central em sua obra, o que faz nós, brasileiros, lembrarmos do poeta recifense  Manuel Bandeira que chegou, inclusive, a traduir alguns [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=222&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong>Emily Dickinson</strong> (1830-1886), poetisa norte-americana, tendo nascido, vivido e morrido em Amherst, Massachussets. Viveu reclusamente por cerca de vite e cinco anos em sua casa, evitando até mesmo receber visitas.</p>
<p>A morte é um tema central em sua obra, o que faz nós, brasileiros, lembrarmos do poeta recifense  Manuel Bandeira que chegou, inclusive, a traduir alguns poemas de Dickinson para o português.</p>
<p>Posto um de seus poema mais famosos, <em>Because I could not stop for Death</em>, um de meus favoritos de sua obra poética.</p>
<p><em>Because I could not stop for Death,<br />
He kindly stopped for me;<br />
The carriage held but just ourselves<br />
And Immortality. </em></p>
<p><em>We slowly drove, he knew no haste,<br />
And I had put away<br />
My labor, and my leisure too,<br />
For his civility.</em></p>
<p><em>We passed the school, where children strove<br />
At recess, in the ring;<br />
We passed the fields of gazing grain,<br />
We passed the setting sun.</em></p>
<p><em>Or rather, he passed us;<br />
The dews grew quivering and chill,<br />
For only gossamer my gown,<br />
My tippet only tulle.</em></p>
<p><em>We paused before a house that seemed<br />
A swelling of the ground;<br />
The roof was scarcely visible,<br />
The cornice but a mound.</em></p>
<p><em>Since then &#8217;tis centuries, and yet each<br />
Feels shorter than the day<br />
I first surmised the horses&#8217; heads<br />
Were toward eternity.</em></p>
<p><em></em>(Tradução de Henry Alfred Bugalho em <em>http://www.revistasamizdat.com/2008/10/poemas-de-emily-dickinson.html</em>)</p>
<p>Considero especialmente a primeira e última estrófe brilhantes.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma Faca só Lâmina</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/06/26/uma-faca-so-lamina/</link>
		<comments>http://farias.wordpress.com/2009/06/26/uma-faca-so-lamina/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 00:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Posto um dos melhores poemas que já tive a oportunidade de ler em língua portuguesa: Uma faca só lâmina (ou: serventia das idéias fixas), de autoria de meu conterrâneo João Cabral de Melo Neto. Sem mais delongas, ei-lo:
Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espesso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=220&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Posto um dos melhores poemas que já tive a oportunidade de ler em língua portuguesa: <em>Uma faca só lâmina (ou: serventia das idéias fixas)</em>, de autoria de meu conterrâneo João Cabral de Melo Neto. Sem mais delongas, ei-lo:</p>
<p><em>Assim como uma bala<br />
enterrada no corpo,<br />
fazendo mais espesso<br />
um dos lados do morto;</em></p>
<p><em>assim como uma bala<br />
do chumbo mais pesado,<br />
no músculo de um homem<br />
pesando-o mais de um lado;</em></p>
<p><em>qual bala que tivesse um vivo mecanismo,<br />
bala que possuísse<br />
um coração ativo</em></p>
<p><em>igual ao de um relógio<br />
submerso em algum corpo,<br />
ao de um relógio vivo<br />
e também revoltoso,</em></p>
<p><em>relógio que tivesse<br />
o gume de uma faca<br />
e toda a impiedade<br />
de lâmina azulada;</em></p>
<p><em>assim como uma faca<br />
que sem bolso ou bainha<br />
se transformasse em parte<br />
de vossa anatomia;</em></p>
<p><em>qual uma faca íntima<br />
ou faca de uso interno,<br />
habitando num corpo<br />
como o próprio esqueleto</em></p>
<p><em>de um homem que o tivesse,<br />
e sempre, doloroso<br />
de homem que se ferisse<br />
contra seus próprios ossos.</em></p>
<p><em>A</em></p>
<p><em>Seja bala, relógio,<br />
ou a lâmina colérica,<br />
é contudo uma ausência<br />
o que esse homem leva.</em></p>
<p><em>Mas o que não está<br />
nele está como bala:<br />
tem o ferro do chumbo,<br />
mesma fibra compacta.</em></p>
<p><em>Isso que não está<br />
nele é como um relógio<br />
pulsando em sua gaiola,<br />
sem fadiga, sem ócios.</em></p>
<p><em>Isso que não está<br />
nele está como a ciosa<br />
presença de uma faca,<br />
de qualquer faca nova.</em></p>
<p><em>Por isso é que o melhor<br />
dos símbolos usados<br />
é a lâmina cruel<br />
(melhor se de Pasmado):</em></p>
<p><em>porque nenhum indica<br />
essa ausência tão ávida<br />
como a imagem da faca<br />
que só tivesse lâmina,</em></p>
<p><em>nenhum melhor indica<br />
aquela ausência sôfrega<br />
que a imagem de uma faca<br />
reduzido à sua boca;</em></p>
<p><em>que a imagem de uma faca<br />
entregue inteiramente<br />
à fome pelas coisas<br />
que nas facas se sente.</p>
<p></em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/farias.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/farias.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/farias.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/farias.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/farias.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/farias.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/farias.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/farias.wordpress.com/220/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/farias.wordpress.com/220/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/farias.wordpress.com/220/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=220&subd=farias&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ludwig e Hermine Wittgenstein</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/06/06/ludwig-e-hermine-wittgenstein/</link>
		<comments>http://farias.wordpress.com/2009/06/06/ludwig-e-hermine-wittgenstein/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 19:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu disse a ele [Ludwig Wittgenstein]&#8230; que imaginá-lo como professor de escola primária, com sua mente treinada para a filosofia, era para mim como imaginar uma pessoa usando um instrumento de precisão para abrir uma cratera. Ao que Ludwig respondeu com uma comparação que me fez calar: &#8220;E você me faz pensar numa pessoa que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=214&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="wp-caption alignnone" style="width: 396px"><img src="http://s.wsj.net/public/resources/images/PT-AK979_BRLede_G_20090226115352.jpg" alt="Hermine e Ludwig Wittgenstein em família" width="386" height="258" /><p class="wp-caption-text">Hermine e Ludwig Wittgenstein em família</p></div>
<p><em>Eu disse a ele [Ludwig Wittgenstein]&#8230; que imaginá-lo como professor de escola primária, com sua mente treinada para a filosofia, era para mim como imaginar uma pessoa usando um instrumento de precisão para abrir uma cratera. Ao que Ludwig respondeu com uma comparação que me fez calar: &#8220;E você me faz pensar numa pessoa que olha através de uma janela fechada e não consegue explicar para si mesma os estranhos movimentos de um transeunte. Não sabe a tempestade que está caindo lá fora e nem que essa pessoa está tendo de fazer um enorme esforço para manter-se de pé&#8221;.<br />
Foi então que entendi o seu estado de espírito.</em></p>
<p><strong>Hermine Wittgenstein</strong></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/farias.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/farias.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/farias.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/farias.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/farias.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/farias.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/farias.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/farias.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/farias.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/farias.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=214&subd=farias&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Hermine e Ludwig Wittgenstein em família</media:title>
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		<title>Pelo Engajamento Político</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 11:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em tempos de total descrédito da atividade e ação política em nosso país, onde a apatia impera na população brasileira sem qualquer sinal de mudança em um futuro remoto, com a maioria da população não demonstrando quaisquer interesse pela política, creio ser fundamental reforçarmos a importância que a política possui nas nossas vidas e na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=206&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://www.artinthepicture.com/artists/Eugene_Delacroix/liberty.jpeg" alt="" width="423" height="344" /></p>
<p>Em tempos de total descrédito da atividade e ação política em nosso país, onde a apatia impera na população brasileira sem qualquer sinal de mudança em um futuro remoto, com a maioria da população não demonstrando quaisquer interesse pela política, creio ser fundamental reforçarmos a importância que a política possui nas nossas vidas e na obrigação de nós, homens, como &#8220;animais políticos&#8221; (nas palavras de Aristóteles), nos envolvermos e refletirmos sobre ela. Assim, posto uma frase de Péricles que segue neste sentido:</p>
<p><em>Não dizemos que um homem que não revela interesse pela política é um homem que não interfere na vida dos outros; dizemos que não interfere na vida.</em></p>
<p>(Oração fúnebre de Péricles, <em>in </em>Tucídides, <em>História da Guerra do Peloponeso</em>)</p>
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		<title>Heidegger e a Técnica</title>
		<link>http://farias.wordpress.com/2009/05/27/heidegger-e-a-tecnica/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 22:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sérgio Farias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estudei bastante, no presente mês, uma conferência do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) intitulada &#8220;A Questão da Técnica&#8221;. Apesar de achar o texto um pouco obscuro (talvez devido à tradução), o considero um texto com um brilhantismo filosófico ímpar. Tratando da distinção entra a técnica tradicional e a técnica moderna, Heidegger faz uma invstigação de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=farias.wordpress.com&blog=314112&post=194&subd=farias&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone" src="http://i292.photobucket.com/albums/mm7/catatando/heidegger002.jpg" alt="" width="326" height="500" /></p>
<p>Estudei bastante, no presente mês, uma conferência do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) intitulada &#8220;A Questão da Técnica&#8221;. Apesar de achar o texto um pouco obscuro (talvez devido à tradução), o considero um texto com um brilhantismo filosófico ímpar. Tratando da distinção entra a técnica tradicional e a técnica moderna, Heidegger faz uma invstigação de qual impacto a técnica moderna tem em nossa condição humana. Longe de defender uma visão anti-cientificista, infelizmente hoje muito comum nos corredores da academia, o filósofo alemão nos traz uma nova visão sobre a técnica moderna, classificando de ilusória a visão de considerá-la neutra tal como comumente defendida.</p>
<p>Neste meio tempo, tive contato com um pequeno artigo de autoria de Franklin Leopoldo e Silva, professor titular da Universidade de São Paulo, intitulado &#8220;Martin Heidegger a Técnica&#8221;. Creio tratar-se de um texto onde há uma boa exposição, de maneira clara e suscinta, do que Heidegger pretende com seu texto. Caso haja interesse, o artigo do Prof. Franklin Leopoldo pode ser lido gratuitamente <a href="www.scientiaestudia.org.br/revista/PDF/05_03_04.pdf">aqui</a>.</p>
<p>Até a próxima.<cite></cite></p>
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